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Como as redes sociais contribuem para neuroses e criação de mitos alimentares

Com a modernização dos grandes centros urbanos e a correria do dia a dia, precisamos de mais e mais nutrientes para suportarmos o estresse físico e mental que sobrecarrega o nosso corpo. No entanto, a pressa não pode nos impedir de comer de forma saudável, pois a nutrição adequada nos fornece a proteção natural contra várias doenças importantes. Muitas pessoas recorrem à internet para buscar informações sobre dietas da moda, restrições ou benefícios dos alimentos, como se tudo fosse bom para todos, ignorando totalmente um dos fatores mais importantes para o sucesso na obtenção da saúde plena: a individualidade humana.

A alimentação é a necessidade mais importante no desenvolvimento do ser humano. A desinformação e a vida moderna resultaram no consumo abusivo e crescente de alimentos processados, cheio de conservantes e de aditivos químicos. Junto com esta realidade, a rede social tomou conta da vida das pessoas e é onde elas buscam a fonte da informação, acompanhando dietas e hábitos alimentares de terceiros.

maxresdefaultA BLOGUEIRA FIT GABRIELA PUGLIESI EM SEU CANAL: PARA MUITOS SEGUIDORES, O QUE ELA COME VIRA LEI

Virou moda “endeusar” ou “demonizar” algum alimento, bem como, afirmativas contundentes sobre diversos tipos de dietas. E por consequência, isso acaba afetando muito o comportamento alimentar das pessoas. O que deveria ser alertado é que nem tudo que é bom para um indivíduo, é bom para o outro.

A repercussão dessa realidade é a redução no consumo de vitaminas, minerais e fibras alimentares. Além disso, a alteração na distribuição dos micronutrientes e dos macronutrientes (proteína, carboidrato e lipídio). Como se não fosse o bastante, a sujeição a experimentos indiscriminados de dietas da web pode propiciar distúrbios alimentares como a compulsão alimentar, anorexia ou ortorexia.

ortorexiaORTOREXIA: PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM A QUALIDADE DA ALIMENTAÇÃO

O que é Ortorexia?
Para quem não sabe, o conceito de ortorexia foi criado em 1997 pelo médico norte-americano Steven Bratman, que uniu os termos gregos orto (correto) e orexis (apetite) que é a nova tendência. São pessoas que se preocupam de forma excessiva com a qualidade da alimentação. Esse grupo vai, aos poucos, excluindo, cortando e limitando a variedade do que consome. Com isso, começam a surgir sintomas subclínicos decorrentes da deficiência de nutrientes.

Não é incomum surgirem produtos tachados como milagrosos, sem que exista comprovação científica. Assim, acaba ocorrendo a errada crença de que aquele determinado alimento é a solução para todos os problemas. Deixa-se, portanto, o equilíbrio e a variabilidade da alimentação tornarem-se um mal.

ortorexia_02COADJUVANTE SIM; PROTAGONISTA JAMAIS
O alimento deve fazer parte da sua vida como um coadjuvante e não como um protagonista. Viver em torno da alimentação também não é saudável – acaba tornando-se um hábito torturante e aflitivo.

O mesmo efeito é percebido em perfis de pessoas que pregam um estilo de vida saudável em blogs e no Instagram. Elas podem influenciar e incentivar pessoas que já enfrentam algum transtorno alimentar. Sabemos que a internet é uma ferramenta boa, mas também perigosa. Dependendo do interlocutor, a informação de um blog pode ser tomada como uma verdade imutável, mesmo sem a devida comprovação científica.

A reflexão que desejo propor é a seguinte: equilíbrio e individualidade de cada pessoa devem ser respeitadas. As dietas não são iguais para todos. Devem ser analisadas as prioridades orgânicas de cada paciente e pontuar correções alimentares necessárias de acordo com cada perfil. Quando se trata de corrigir a saúde, o resgate do equilíbrio alimentar e mental devem caminhar juntos. Com isso teremos condições de restaurar diversas funções metabólicas que vão promover de forma concreta e duradoura a saúde, o bem-estar e a vitalidade .

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